Transformar a saúde através de sistemas de informação clínica é possível?
A saúde, em termos macro, é considerada sob três perspectivas: a qualidade, o acesso e o custo. Dos três, dois dependem de decisão profissional, ou seja, são decisões clínicas que,no geral, são anotadas no prontuário eletrônico. Por tamanha importância, Fernan Gonzalez Bernaldo de Quiros, do Hospital Italiano de Buenos Aires, trouxe a discussão sobre mudanças que precisamos ter para maior entrega de valor para o paciente.
Um dos problemas principais é a perspectiva na qual o sistema é construído. Ele é feito do ponto de vista do provedor e não do paciente.
A maioria dos projetos, segundo Fernan, analisam de maneira pobre muitas variáveis, como, por exemplo, o contexto da instituição. Neste aspecto, as condições locais, o momento histórico, a política, a cultura e a infraestrutura local são de grande importância para o exercício clínico, assim como perspectivas de condições de intervenção e estrutura do sistema, como leis e regulação”.
“As ciências biológicas sozinhas não conseguem explicar tudo. Muitas doenças não apresentam uma explicação linear, mas dependem de outros contextos.”, disse Fernan.
Para transformar esta área, o capital humano deve ser evoluído e substituído, em parte, pelo capital social. No primeiro, a tarefa é construir profissionais que são competentes, mas isso não é suficiente, já que o que transforma, de fato, são equipes. Já o capital social é a chamada interoperabilidade social, onde pessoas trabalhando juntas são capazes de provocar mudanças significativas.
Ele deixou uma frase que sintetiza a mudança proposta: “It is not about the goal, it is about growing to become the person that can accomplish that goal” (Tony Robbins).
Fonte: Saúde Web, 21/08/2015.
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