Novo modelo de fiscalização da ANS reforça gestão por desempenho e prevenção no setor de saúde suplementar

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As Resoluções Normativas nº 657/2025 e nº 658/2025 introduzem mudanças importantes na atuação fiscalizatória da ANS, com foco em monitoramento contínuo, gestão de riscos e incentivo às boas práticas.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) implementou um novo modelo de fiscalização que representa uma mudança significativa na forma como as operadoras de planos de saúde serão acompanhadas pelo órgão regulador. As alterações, introduzidas pelas Resoluções Normativas nº 657/2025 e nº 658/2025, reforçam uma atuação mais preventiva, baseada no monitoramento do desempenho e na adoção de práticas voltadas à melhoria contínua da qualidade assistencial e da gestão.

O novo modelo busca equilibrar ações de orientação, prevenção e fiscalização, priorizando a identificação antecipada de riscos e a resolução de problemas antes que eles gerem impactos aos beneficiários. Com isso, a ANS amplia a utilização de indicadores, análise de dados e critérios de desempenho para acompanhar a atuação das operadoras, sem deixar de aplicar medidas sancionatórias quando necessário.

Entre as principais mudanças está a adoção de ações de fiscalização planejadas e proporcionais ao nível de risco identificado, permitindo uma atuação regulatória mais eficiente e alinhada às boas práticas de governança. A proposta incentiva maior transparência, conformidade regulatória e fortalecimento dos processos internos das organizações.

Embora as novas normas sejam direcionadas às operadoras de planos de saúde, seus reflexos alcançam todo o ecossistema da saúde suplementar, incluindo hospitais, clínicas e prestadores de serviços. Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante o investimento em processos bem estruturados, monitoramento de indicadores, gestão da qualidade, documentação adequada e aprimoramento contínuo da experiência do paciente.

Para as clínicas oftalmológicas, acompanhar a evolução desse cenário regulatório é fundamental para fortalecer a gestão, reduzir riscos operacionais e manter um relacionamento mais eficiente com as operadoras de saúde. A adoção de práticas de governança e conformidade contribui não apenas para o atendimento às exigências regulatórias, mas também para a sustentabilidade e a qualidade dos serviços prestados.