Médicos devem ter atenção com divulgações de dados na internet
CFM alerta
O Conselho Federal de Medicina (CFM) faz alerta sobre páginas eletrônicas que solicitam dados de profissionais médicos com um discurso de valorização e mobilização social da classe. A entidade enaltece que os profissionais correm riscos em oferecerem seus dados e informações em sites e redes sociais sem uma rigorosa verificação de suas finalidades e responsáveis.
Páginas eletrônicas denunciadas ao Conselho apresentam espaços de propagandas falsas e pretensões de negociar informações com objetivo de lucro. Segundo o coordenador do Setor de Informática do CFM, Goethe Ramos, alguns cadastros são duvidosos ao apresentarem que teriam 364 mil cadastrados, sendo esta a totalidade de médicos ativos no país. “Com este subterfúgio, induzem os médicos ao equívoco de prestar informação a uma fonte não edificada que pode utilizá-la para fins desconhecidos”, apontou Ramos.
O médico ainda precisa ficar atento ao artigo 111 do Código de Ética Médica que veda ao médico permitir que sua participação na divulgação de assuntos médicos, em qualquer meio de comunicação de massa, deixe de ter caráter exclusivamente de esclarecimento e educação da sociedade. “O descumprimento das normas podem levar o médico a responder a processos ético-profissionais”, alerta o 1º secretário do CFM, Desiré Callegari.
Como ferramenta de segurança para o médico e a sociedade, o CFM disponibiliza em seu site oficial – Portal Médico – o nome do médico, assim como o número de registro no CRM, o estado de origem e especialidade. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) também divulga a foto do profissional como mais um mecanismo de segurança para resguardar os médicos de falsificações.
O Conselho Federal também afirma que não se responsabiliza por informações veiculadas por terceiros.
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