Convênios médicos perdem 10,6 mil usuários até março

Publicado por: Valor | Beth Koike em 06/07/2015

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O mercado de planos de saúde sofreu, nos três primeiros meses deste ano, uma perda de 10,6 mil usuários quando comparado ao fim de dezembro. "É a primeira vez que o setor registra uma variação negativa num primeiro trimestre desde 2005", disse Antonio Carlos Abbatepaolo, diretor executivo da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).

As baixas foram verificadas nos planos individuais e coletivos por adesão (quando a contratação é feita por meio de entidades de classe). "As quedas estão relacionadas à diminuição no poder aquisitivo das pessoas com o aumento da inflação. Ainda não dá pra dizer que o desemprego é a causa dessa redução porque os planos de saúde empresariais cresceram", explicou Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

O que chama atenção no desempenho do setor neste primeiro trimestre é a reversão de tendência que, até então, era de alta. Entre janeiro e março, a variação foi negativa em 0,02% e no trimestre imediatamente anterior, houve crescimento de 0,7% no volume de pessoas com convênio médico, segundo dados do IESS que leva em consideração o trimestre anterior em mesmas bases de comparação.

No período de 2000 a 2014, o mercado de planos de saúde cresceu 53% e atingiu 50,8 milhões de usuários com isso, hospitais e laboratórios de exames ampliaram suas instalações para atender a demanda.

"Nos últimos dois anos, o setor de planos de saúde cresceu por causa da classe C que entrou no mercado de trabalho formal. É preocupante se o desemprego atingir fortemente o setor de serviços, onde está essa população. Um dos maiores receios das pessoas da classe C é perder o plano de saúde se forem demitidas", disse Carneiro.

Dificilmente essa camada da população consegue adquirir um plano de saúde individual devido ao valor elevado. Os representantes da Abramge e IESS destacam que se o desemprego continuar crescendo, o segmento de planos empresariais, que hoje representa 66% do total, será o próximo a ser afetado, com fortes chances de o setor como um todo chegar a dezembro com queda o que seria a primeira redução desde 2002. "Se o setor encerrar o ano com estabilidade já será um ganho. Mas há uma tendência de queda porque só em maio foram fechados 115 mil postos de trabalho, o que afeta diretamente os planos de saúde empresariais", disse Abbatepaolo.

O superintendente executivo do IESS ressaltou que o mercado de convênios médicos teve um desempenho bem distinto entre as várias regiões do país no primeiro trimestre, em relação aos três primeiros meses de 2014. A variação negativa foi puxada pela performance do Sudeste. Já o Centro Oeste registrou uma variação positiva de 4,6% no número de contratos no mesmo período de comparação.

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