“Estamos prestes a entrar na era da medicina de precisão”

Publicado por: Saúde Web, 04/02/2015 em 06/03/2015

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Barack Obama anunciou recentemente investimentos em um programa de medicina de precisão, que promete avançar as pesquisas oncológicas no mundo

Um alento neste dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro) é o fato de que a medicina personalizada está avançando com técnicas cada vez mais precisas. Com isso, o mundo vive um momento de transformação em relação às pesquisas cancerígenas.

No dia 30 de janeiro, por exemplo, o presidenteBarack Obama anunciou um plano de investimento de US$ 215 bilhões para um programa de “medicina de precisão” (precision medicine, em inglês) - com o objetivo de construir uma base de dados que contenha informação genética, registros médicos e outros dados sobre mais de um milhão de americanos.

Os pacientes inseridos na base de dados serão voluntários e a intenção é ajudar profissionais de saúde e pesquisadores a entenderem melhor várias doenças, entre elas o câncer.

De acordo com o NIH’s National Cancer Institue, é sabido que a compreensão do câncer começa por identificar os genes e as proteínas consideradas anormais, que correm risco de desenvolver um tumor. Dessa forma, ao identificar e analisar as anormalidades, é possível o diagnóstico e determinar o desenvolvimento e utilização de terapias direcionadas.

“Depois de décadas de pesquisa, estamos prestes a entrar em uma nova era de práticas medicas, onde a informação genética e outras informações moleculares são rotineiramente usadas em prol da eficácia e remédios específicos para o tratamento. Estamos prestes a entrar na era da medicina de precisão”, descreve o NCI em sua página online.

Do total de investimentos anunciado por Obama, cerca de US$ 70 milhões serão destinados a novas pesquisas oncológicas coordenadas pelo NCI. No âmbito da “medicina de precisão”, o NCI vai construir plataformas de informação para apoiar a integração da informação genética sobre como os tumores respondem às terapias. Este sistema foi vislumbrado em 2011 pelo Institute of Medicine (IOM).

O sistema do NCI irá incorporar dados genéticos, bioquímicos, comportamentais e clínicos de pacientes para a definição dos subtipos moleculares a fim de identificar abordagens mais precisas para o tratamento.

“Baseada no Big Data, a medicina com precisão utiliza os dados oriundos dos ensaios clínicos para a construção de modelos que preveem qual será a resposta ao tratamento.  

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